Mosteiro de Santa Maria de Salzedas aberto ao público

Mais dois mosteiros da região serão restaurados no futuro próximo.

Uma das alas do Mosteiro de Santa Maria de Salzedas, no concelho de Tarouca, já pode ser visitada, depois da inauguração oficial, ocorrida ontem, ao final do dia.

O mosteiro dos monges da Ordem de Cister está a ser alvo de um programa de recuperação por parte do Estado, tendo sido já investido um milhão de euros.

Os primeiros a fazerem a visita ao monumento tiveram o direito ver o património restaurado, incluindo dois quadros de Grão Vasco, ao som de uma harpa.

Luís Sebastian, coordenador do projecto recordou que “o estado de degradação do edifício e do seu espólio era tal que a maior parte das pessoas não se apercebia do espectáculo de pintura” ali existente. “Os Bento Coelho da Silveira, por exemplo, estavam na sacristia, onde chovia”, adiantou.

A directora regional da Cultura do Norte, Paula Silva, explicou que se concluiu, ontem, “uma primeira fase” do “projecto Vale do Varosa”, que “ainda está em desenvolvimento”.

“Temos ainda mais dois mosteiros – São João de Tarouca e Santo António de Ferreirim – que também vão ser recuperados muito proximamente”, disse a directora regional.

O projecto, que tem o alcance de 20 anos, vai a meio e o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, garantiu que é para ser levado até ao fim: “O Estado compromete-se porque é um monumento nacional. Está já inscrita no Orçamento de Estado a verba para continuarmos esta obra sozinhos”.

Gabriel Andrade e Silva, arquitecto responsável pela recuperação, fala das relíquias que descobriu durante a obra: “Encontrámos uma estrutura de cobertura que é uma relíquia e, durante o processo de restauro da zona da sacristia e do caminho de acesso à Igreja, apareceu uma porta que daria para um caminho entre a parede da capela-mor”.

O Bispo de Lamego, D Jacinto Botelho, manifestou a sua esperança de que o mosteiro recuperado seja, sobretudo, um espaço de reflexão: “Oxalá que, além da arte que têm a oportunidade de presenciar, os visitantes possam descobrir a espiritualidade que aqui ainda se sente”.

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